quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Coluna Ao Volante - por Zeca - VW Tiguan Tsi 1.4 2017 é sólido, robusto seguro e com ótima dirigibilidade


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Fotos: Zeca e Marcus Lauria

Com certeza você já ouviu falar aquelas frases sobre idade e vinho, pois bem a de Marco Túlio Cícero que fala “... a idade azeda os maus e apura os bons “ também pode ser aplicada ao nosso Tiguan.

O Tiguan demonstra o peso da idade na instrumentação, itens de conforto, na iluminação e em vários itens mas como o vinho o Tiguan ainda mantém suas qualidades estruturais, dinâmicas e mesmo recebendo um motor menor não significa que ficou ruim, mas a nova geração será muito bem-vinda.

Externamente bonitas linhas e grande porte não denunciam o peso da idade da versão, apenas na tampa traseira nada de muitos adesivos, apenas a sigla TSI.



Aliás agora ele é recheado com o 1.4 TSI com 150 cv e ótimos 25,5 mkgf câmbio DSG de seis marchas e não mais o 2.0. Tiptronic. O Suv roda suave também com mais liberdade porque agora só conta com tração dianteira, mas um leg grande até o turbo entrar é notado se você pisa com muita vontade, é preciso tratar o acelerador com carinho e se acostumar a acelerar de forma gradativa, suave mesmo. 

O zero a 100 km de acordo com a fábrica fica em 9,5 segundos e o carro retoma bem e consegue frear de maneira correta apesar do grande porte, as rodas de 18 do pacote Elegance ajudam em manter o carro preso ao chão e em caso de alguma emergência temos o controle de estabilidade e seis airbags.

O modelo também conta com start/stop e botão de partida e um descansa braço não refrigerado e freio de estacionamento eletrônico, a câmera de ré não é do tipo 360 graus mas é bem funcional.


Apesar de eu citar a falta de modernidade em parte no Suv temos a qualidade semelhante ao Audi no irmão Volkswagen. Ao entrar no veículo nota-se a rigidez estrutural a manusear as portas , mas fiquei estupefato pela unidade não vir com bancos em couro, apesar de eu preferir os de tecido para uma tocada mais esportiva, mesmo eu desejando  uma modernidade maior no painel de instrumentos (talvez um cluster digital), estão lá o ar-condicionado digital bi-zone , sensor de chuva, acendimento automático dos faróis ( pasmem, antigas Lâmpadas Halógenas), chave presencial, central multimídia com GPS ( de difícil utilização-opcional ), teto de vidro panorâmico que se abre.


Para os ocupantes traseiros, Ar condicionado e mesas tipo avião e o encosto do meio que vira mais um porta-copos não se justifica na minha opinião além de deixar a mala a mostra e se você encheu de bagagens quando este se abrir elas podem vir a cair no banco traseiro.

 
A farta oferta de saídas de ar são louváveis, o volante pede modernização como os ajustes mecânicos do banco, ao menos temos a direção com ajustes de altura e profundidade.

Aliás ao volante é a melhor parte, o comportamento dinâmico do grandão não condiz com o seu tamanho, isso de uma forma bem positiva, mais um SUV com comportamento dinâmico de automóvel menor. 

 
A suspensão mais dura (sem perder conforto) McPherson na dianteira e multilink na traseira e a boa calibração da direção elétrica e as rodas aro 18 garantem isso. O SUV se mostrou econômico e ágil, consegui até 11,8 km por litro de gasolina na cidade.

Se você não liga muito para modernidades eletrônicas de conforto e está disposto a pagar a partir de R$ 130.000,00 reais em um carro sólido, robusto seguro e com ótima dirigibilidade, esta opção se revela uma ótima compra.

E sigo aqui,
Ao volante

ZECA - Carioca da gema, casado e nascido em 70. Uma filha quase jornalista e apaixonado por automóveis, tecnologia e pelos anos 80.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CarPOint News.

Um comentário:

  1. Muito bom o carro, porem ainda estou procurando onde a Volkswagen viu 130 mil Reais nesse carro? Bom, nada é perfeito, abraço.

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